"
Senhor, ensina-nos a orar..."
LUCAS11:1
Esta passagem do Evangelho revela que a prática de oração exercida por Jesus era tão distinta dos outros religiosos de sua época, que causava nas pessoas que estavam a sua volta desejo de praticá-la também. Mas o que teria chamado a atenção dos discípulos a ponto de pedirem que Jesus lhes ensinasse a orar como Ele mesmo orava? Estou certo de que foi pelo fato de a oração de Jesus expressar tamanha intensidade.
O exemplo de Jesus continua despertando o desejo de orar em seus discípulos até os dias de hoje.
Mas, se, por um lado, há o desejo, não apenas de orar, mas não menos importante de obter respostas às orações, por outro lado, surge um problema que o corre-corre diário, traz a quem se dispõe a buscar e estabelecer uma comunhão íntima com Deus: queremos resultados práticos e instantâneos. Essa expectativa, porém, deriva-se de um entendimento equivocado da verdadeira natureza da oração, que, em última análise, é resultado das distorções na própria mensagem pregada em nossos dias.
Oração não é movimento popular, não deve ser encarada como uma ação conjunta em favor da conquista de um bem ou mesmo como uma porta de escape que só é aberta em caso de urgência.Oração é uma atitude, é uma postura, é um comportamento contínuo que expressa o relacionamento do homem com o seu Criador e tem que ser cultivado e preservado constantemente, ao longo da jornada cristã. É um projeto para toda a vida.
Orar é desligar-se do corre-corre e ligar-se ao pacífico e acolhedor Espírito Santo de Deus. Orar é refletir, é um diálogo - não monólogo. Oração é comunhão, é vida em comum. De nada adianta ajoelharmo-nos em determinado lugar, e falarmos, falarmos, e falarmos. No final, levantamo-nos, iniciamos nossas atividades do dia e nada muda: nem mudamos as coisas nem somos mudados.
A oração pode mudar coisas e pessoas. A resposta à oração é real! Quem ora sente-se mudado a cada vez que se prostra diante do Senhor. É o milagre da atração exercida por Jesus. Quanto mais próximos estamos dele, mais seu caráter e personalidade transparecerão em nós.
Tanto faz se Daniel orava, já há cerca de 2.600 anos, ou se nós, da era da Internet, oramos. O fundamento e o padrão não mudaram.
Jesus dedicava muito de seu importante tempo à oração. Ele falava e era ouvido. Ele ouvia e entendia a vontade do Pai.